Estamos no 4º trimestre de 2026 (4T: 1º de outubro → 31 de dezembro) Dia 21 / 92 do trimestre

Terceiro trimestre de gravidez: da semana 28 ao parto

Última verificação: outubro de 2026 · Fontes: Ministério da Saúde, INSS, FEBRASGO

Resposta rápida

O terceiro trimestre de gravidez vai da semana 28 (contada a partir da última menstruação) até o parto, previsto para 40 semanas, ou seja, do 7º ao 9º mês. Na agenda: consultas quinzenais e depois semanais, a repetição dos exames de sangue, o ultrassom do 3º trimestre, o plano de parto, a licença-maternidade (120 dias, ou 180 em empresas cidadãs, a partir de até 28 dias antes do parto) e a mala da maternidade. Um parto entre 37 e 41 semanas e 6 dias é considerado a termo.

Os exames e o ultrassom do 3º trimestre

A partir de 28 semanas, as consultas passam a ser quinzenais e, a partir de 36 semanas, semanais. Vários exames do início são repetidos para proteger a reta final:

  • exames de sangue: hemograma, testes para HIV, sífilis e hepatites, e toxoplasmose se você não for imune;
  • urina e urocultura, para detectar infecções urinárias, que podem desencadear contrações;
  • pesquisa do estreptococo do grupo B (coleta vaginal e retal entre 35 e 37 semanas), feita em muitos serviços para decidir se é preciso antibiótico durante o parto;
  • Rh negativo: Coombs indireto e, conforme o caso, imunoglobulina anti-D por volta de 28 semanas.

Muitos médicos pedem também um ultrassom obstétrico do 3º trimestre — em Portugal, a ecografia do 3º trimestre, por volta das 30 – 32 semanas —, às vezes com Doppler. Ele verifica:

  • o crescimento do bebê: peso estimado, medidas da cabeça, do abdômen e do fêmur;
  • a posição: de cabeça para baixo (apresentação cefálica, a mais frequente), sentado (pélvica) ou atravessado (córmica) — algo que ainda pode mudar;
  • a placenta: sua localização, sobretudo a distância em relação ao colo do útero;
  • o líquido amniótico: sua quantidade, que reflete o bem-estar do bebê.

Se o bebê estiver sentado, a equipe pode propor uma versão cefálica externa (manobra para virá-lo) ou discutir a via de parto: nada está decidido em definitivo com 32 semanas.

Licença-maternidade: a duração conforme a sua situação

No Brasil, a licença-maternidade é um direito garantido pela Constituição. Durante esse período, a trabalhadora recebe o salário-maternidade, benefício da Previdência Social: para empregadas com carteira assinada, ele é pago pela empresa, que é reembolsada pelo INSS; para contribuintes individuais, MEIs, seguradas facultativas e desempregadas que mantêm a qualidade de segurada, é pedido diretamente ao INSS (pelo Meu INSS ou pelo telefone 135).

Duração da licença-maternidade e da licença parental inicial, por situação (regras gerais em outubro de 2026)
Situação Duração Início
Empregada com carteira assinada (CLT)120 diasA partir de até 28 dias antes do parto
Empresa do Programa Empresa Cidadã180 dias (120 + 60)Prorrogação pedida até o fim do 1º mês após o parto
Servidora pública federal180 diasRegras próprias; estados e municípios podem ter regras diferentes
Contribuinte individual, MEI, facultativa120 dias de salário-maternidadePedido no Meu INSS
Portugal — licença parental inicial120 ou 150 diasA mãe pode gozar até 30 dias antes do parto; 42 dias obrigatórios após o parto

Se a mãe ou o bebê ficarem internados por mais de duas semanas após o parto, o Supremo Tribunal Federal decidiu que a licença e o salário-maternidade passam a contar a partir da alta. As regras e os valores atualizados estão no site do INSS; em Portugal, na Segurança Social.

Bom saber A sua DPP (data provável do parto) organiza todo o calendário da licença. Se você não a sabe com precisão, estime-a a partir da data da última menstruação com a calculadora de gravidez: a DPP é fixada em 40 semanas, ou seja, DUM + 280 dias.

Plano de parto, alívio da dor e via de parto

O 3º trimestre é o momento de finalizar o plano de parto com a sua equipe: quem será o seu acompanhante (direito garantido pela Lei nº 11.108/2005), posições de preferência, liberdade para se movimentar, contato pele a pele e amamentação na primeira hora. Converse também sobre o alívio da dor: métodos não farmacológicos (banho morno, massagem, bola, respiração) e a analgesia de parto, como a peridural, quando disponível no serviço.

Sobre a via de parto, o parto normal é o recomendado quando não há contraindicação. No Brasil, a resolução do Conselho Federal de Medicina permite a cesárea a pedido da gestante, desde que bem informada e realizada a partir de 39 semanas completas, para reduzir os riscos de prematuridade para o bebê.

A mala da maternidade: a lista

Deixe-a pronta de preferência por volta de 34 – 36 semanas, para não ser pega de surpresa por um parto antecipado. Confira antes com a maternidade o que ela fornece e o que é preciso levar. Conte com uma internação de 2 a 3 dias após um parto normal, um pouco mais após uma cesárea.

Para o bebê

  • 6 a 8 bodies e macacões (tamanho RN e P)
  • Casaquinhos ou blusinhas de manga longa
  • Touca, meias e luvinhas
  • Manta ou cueiro
  • Fraldas de recém-nascido e lenços (confira se a maternidade fornece)
  • Roupa de saída adequada à estação
  • Bebê conforto para a volta de carro

Para você

  • Camisolas ou camisetas largas (abertas na frente se for amamentar)
  • Sutiãs de amamentação e absorventes para seios
  • Calcinhas confortáveis e absorventes pós-parto
  • Itens de higiene e toalha (se o hospital não fornecer)
  • Roupão, chinelos e meias
  • Hidratante labial e elástico de cabelo para o trabalho de parto
  • Carregador de celular e algo para passar o tempo

Os documentos

  • Documento com foto (RG ou CNH) e CPF
  • Cartão Nacional de Saúde (SUS) ou carteirinha do plano
  • Caderneta da Gestante
  • Exames de sangue e ultrassons recentes
  • Plano de parto, se você fez um
  • Certidão de casamento, se for casada (ajuda no registro do bebê)
  • Documento do acompanhante

Quando ir para a maternidade?

Três situações devem levar você à maternidade — ou, no mínimo, a ligar para lá ou para a sua equipe, que vai orientar:

  • Contrações regulares, doloridas e cada vez mais próximas: na primeira gravidez, a referência clássica é uma contração a cada 5 minutos, com cerca de 1 minuto de duração, por 1 hora; vá antes se a maternidade for longe ou se não for o seu primeiro filho.
  • Rompimento da bolsa: mesmo sem contrações, mesmo que a perda de líquido seja pequena, vá sem demora.
  • Qualquer sinal incomum: sangramento, diminuição clara dos movimentos do bebê, febre, dor de cabeça forte com visão embaçada ou dor no alto da barriga (sinais possíveis de pré-eclâmpsia) → pronto-atendimento obstétrico, a qualquer hora.

Na dúvida, ligue ou vá: as equipes de plantão preferem uma avaliação “à toa” a um atraso.

Depois de 40 semanas: termo, pós-datismo e indução

A DPP é calculada para 40 semanas, mas é apenas uma estimativa — poucos bebês nascem exatamente nesse dia. As categorias usadas pelos obstetras são:

  • termo precoce: de 37 semanas a 38 semanas e 6 dias;
  • termo completo: de 39 semanas a 40 semanas e 6 dias;
  • termo tardio: de 41 semanas a 41 semanas e 6 dias;
  • pós-termo: a partir de 42 semanas.

Se o bebê ainda não nasceu com 40 semanas, você não está “atrasada”: entra numa fase de vigilância reforçada, com avaliações do bem-estar do bebê (cardiotocografia e ultrassom do líquido amniótico) a cada poucos dias. A indução do parto costuma ser oferecida entre 41 e 42 semanas, pois a placenta tende a funcionar menos bem depois disso.

Para rever todo o percurso, volte ao guia dos trimestres da gravidez, à página do 1º trimestre ou à do 2º trimestre; e, para traduzir suas semanas em meses a qualquer momento, o conversor de semanas em meses é a ferramenta mais simples.

Perguntas frequentes

Quando começa a licença-maternidade?

No Brasil, a licença-maternidade pode começar a partir de 28 dias antes do parto ou na data do nascimento. Ela dura 120 dias para a trabalhadora com carteira assinada, ou 180 dias se a empresa participa do Programa Empresa Cidadã. O salário-maternidade é um benefício da Previdência Social; informações no INSS.

Quando devo ir para a maternidade?

Quando as contrações ficam regulares, doloridas e cada vez mais próximas (na primeira gravidez, a referência é uma contração a cada 5 minutos, durando cerca de 1 minuto, por 1 hora), ou imediatamente se a bolsa romper, se houver sangramento, se o bebê mexer bem menos que o habitual ou se surgir dor de cabeça forte com visão embaçada.

O que acontece se a gravidez passar de 40 semanas?

A DPP é só uma estimativa: um parto até 41 semanas e 6 dias ainda é considerado a termo. A partir de 40 a 41 semanas, a equipe passa a avaliar o bem-estar do bebê com mais frequência (cardiotocografia e ultrassom), e a indução do parto costuma ser oferecida entre 41 e 42 semanas.

O que o ultrassom do 3º trimestre avalia?

Ele verifica o crescimento e o peso estimado do bebê, sua posição (de cabeça para baixo, sentado ou atravessado), a localização da placenta e a quantidade de líquido amniótico; com Doppler, avalia também a circulação. Ajuda a equipe a planejar o parto.

Posso escolher fazer uma cesárea?

No Brasil, uma resolução do Conselho Federal de Medicina permite a cesárea a pedido da gestante, depois de informação sobre riscos e benefícios, desde que realizada a partir de 39 semanas completas. Converse sobre isso com seu médico e registre suas preferências no plano de parto.

As informações desta página são gerais e foram verificadas na data indicada abaixo do título. Elas não substituem a orientação do seu médico ou da sua enfermeira obstétrica: cada gravidez é única. Em caso de dúvida ou de sintoma preocupante (contrações, perda de líquido, sangramento, diminuição dos movimentos do bebê…), procure a maternidade sem demora.